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quarta-feira, 21-02-2018
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PRIMEIRO MORTO

PRIMEIRO MORTO
Data :
11/08/2017

​Poema de Alfredo Barata da Rocha (1891-1955) publicado em Névoa da Flandres, Renascença Portuguesa, 1924. 


Combatente da 1ª Grande Guerra, Alfredo Barata da Rocha integrou o Corpo Expedicionário Português, onde foi oficial médico em Hospitais de Sangue nas primeiras linhas. Foi ferido duas vezes, uma primeira por ter inalado gases tóxicos e outra a 9 de abril, na batalha de La Lys.







PRIMEIRO MORTO

Ao Capitão Menezes Ferreira


Olhei a sua face... Era ao sol-pôsto...
Adormecera em derradeiro sono...
E tão novito, que tristeza!... O rosto
Tinha a côr da folhagem no outono...

Tombara como herói... Um estilhaço
Rompera a chaga do seu peito forte...
Tinha os braços cruzados, num abraço
Em que estreitasse, à despedida, a Morte!...

Ficaria p'ra sempre em terra estranha!...
E o olhar revelava a dor tamanha
De não sentir, a acalentá-lo, alguém!...

Olhei-o inda uma vez... Morrera o dia!...
Os seus lábios, num ritus de agonia,
Pareciam gemer:
 «Ó minha Mãe!...»

1917

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