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Canção do soldado

Canção do soldado
Data :
01/08/2016

​Poema de Tomás da Fonseca (1877 - 1968), poeta, ficcionista, historiógrafo, jornalista, militante republicano, deputado e professor, publicado na Ilustração Portuguesa (dez. 1914). A ilustração é de Stuart Carvalhais.


​Canção do Soldado

I
Tremula ao vento a bandeira
E soa ao largo o clarim,
A Pátria chama por mim,
Eu vou entrar na fileira.
Sofrerei a vida inteira,
Tudo quanto a dôr encerra,
Contamto que a minha terra,
Meu Portugal seja amado,
E o portuguez, que é soldado,
Nunca teve medo a guerra.

II
Minha enxada abandonei-a,
Meu alvião lá ficou,
Coração, que tanto amou,
Outra estrela hoje o norteia,
Deixo, alegre, a minha aldeia,
Os meus amores, o meu lar,
Vou p’rá França batalhar
A’ luz viva desta espada,
Que a honra da Pátria amada,
A’ vitoria ha de levar.

III
Meu braço, que á neve e ao vento,
As duras terras volveu,
Sabe que é sob este céu
Que fica o meu pensamento.
Se, portanto, fôr sangrento
E rude o seu combater,
Não estranheis que o dever
Assim lh’o ordene, ó teutões:
Vai defender corações,
Salvar a Pátria ou morrer.

IV
Soldado, vamos marchar
Unidos como um só corpo.
Que importa que fiques morto
Se vais mundos resgatar?
Ou nas terras d’além-mar,
Ou n’essa França querida,
Não me importa dar a vida

in Illustração Portugueza, 2ª. série, nº459, 7 de Dez. de 1914, p. 712

 

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