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«La poesía anda por las calles, A poesia anda na rua»

«La poesía anda por las calles, A poesia anda na rua»
Data :
03/11/2016

​Conheça o Programa e o projeto internacional apoiado pelo programa Europa Criativa que envolve quatro festivais da oralidade: em Guadalajara (Espanha), em Grenoble (França), em Cologno Monzese (Itália) e no Fundão (Portugal).


La poesía es algo que anda por las calles. Que se mueve, que pasa a nuestro lado. Todas las cosas tienen su misterio, y la poesía es el misterio que tienen todas las cosas. (…) Por eso yo no concibo la poesía como una abstracción, sino como una cosa real, existente, que ha pasado junto a mí.

Federico García Lorca

É este o espírito que anima o projeto europeu La poesia anda por las calles / A poesia anda na rua/ Poetry wanders the street, o qual pretende dar voz à poesia oral de todos os tempos da Idade Média aos nossos dias. O projeto foi proposto pelo sócio líder, a associação de promoção da leitura SLIJ de Guadalajara, ao Museu Nacional de Arqueologia (MNA), no âmbito da 4ª edição do Festival (itinerante) sobre Contos Indígenas produzido em parceria com a DGLAB e que em Portugal é este ano protagonizado pelo Fundão.  Destinado a dar a conhecer os diferentes géneros de poesia oral contemporânea a uma vasta audiência, a formar leitores de poesia e a promover a criação poética e artística, o Fundão concebeu e organiza uma homenagem amplamente participada à poesia oral, durante cerca de duas semanas do mês da poesia com início no Dia Internacional da Poesia e que envolve ativamente cerca de 500 pessoas.

A ante-estreia mais esperada foi a do espetáculo internacional de poesia em quatro línguas, criado especificamente para o efeito e protagonizado por oito artistas, dois de cada país. Sob o tema Fronteiras, teve lugar no dia 19, pelas 21:00, no edifício da Moagem - Cidade das Artes.

EspetaculoInternacional.jpg

De modo a apoiar a produção de dezenas de espetáculos, cujos protagonistas serão centenas de jovens, adultos e mais velhos, realizaram-se entre novembro e fevereiro diferentes conferências-espetáculo de natureza teórico-prático e formativa.

A poesia popular teve particular destaque com o espetáculo formativo que lhe foi dedicado por três profissionais (Ana Sofia Paiva, Bru (Margarida) Junça e José Craveiro) a 23 de fevereiro. No seu conjunto apresentaram as diferentes facetas da poesia dita popular: da mais sofisticada à mais brejeira, do Romanceiro à dos poetas populares repentistas que animam as festividades públicas do nosso país.

A 6 de dezembro, foi a vez da companhia Arte Pública realizar dois espetáculos de Camões é um poeta RAP, seguidos de debate com o público, cerca de 350 adolescentes e respetivos professores e 20 membros da Academia Sénior..

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Fundão 3 06_12_2016.jpg

O projeto teve formalmente início a 4 de Novembro com um seminário dirigido a mais de 80 adultos, os quais serão responsáveis pela produção de diferentes espetáculos de poesia oral, protagonizados por crianças, jovens, adultos e mais velhos, entre 21 de março e 4 de abril.

Os primeiros conferencistas-atores foram Estrella Ortiz, reputada formadora espanhola, Margarida mestre, performer e autora de projetos e espetáculos poéticos, Joaquim Pantaleão, poeta popular, e Li Alves, slamer, spoken word performer e promotora da slam poety em Portugal.

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Este projeto é uma extensão de quatro festivais que celebram a oralidade: O Maratón de los Cuentos de Guadalajara, organizado pela associação de promoção da leitura SLIJ, A Maratona dei Racconti di Lettura, organizada pela Biblioteca Civica de Cologno Monzese, próxima de Milão, o Festival des Arts du Récit, organizado pelo Centre des Arts du Récit de Grenoble, e O Festival (itinerante) de Contos Primevos, coorganizado pelo Museu Nacional de Arqueologia em parceria com a DGLAB e, no caso presente, com o município do Fundão.